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PALESTRA
7 de junho de 2017

Semana da Fotografia aborda temática feminista

A trajetória da mulher no fotojornalismo foi tema de palestra no primeiro dia
Por Amanda Caselli e Júlia Brasil
Evento trouxe fotógrafas de diferentes gerações formadas pela Famecos (Foto: Lenara Pothin)

Evento trouxe fotógrafas de diferentes gerações formadas pela Famecos (Foto: Lenara Pothin)

O primeiro dia da 4ª Semana de Fotografia encerrou com temática feminista. A palestra A trajetória da mulher no mercado e fotojornalismo local, que ocorreu na segunda-feira (5) às 20h no auditório da Faculdade de Comunicação Social (Famecos) da PUCRS, abordou as experiências de diferentes gerações de fotógrafas gaúchas nesse meio. Mediado por Flávia Quadros, professora da Faculdade, o evento contou com a presença das famequianas Jacqueline Joner, Camila Domingues, Carol Ferraz e Maia Rubim.

Jacqueline Joner foi responsável por dar introdução ao evento. Formada pela Famecos em 1976, a fotógrafa, que tem mais de 40 anos de experiência nesse meio, foi a primeira editora de fotografia de um jornal gaúcho e sócia-fundadora da primeira agência de foto do Rio Grande do Sul, a Ponto de Vista. Ela trouxe relatos sobre as suas vivências e não segurou as lágrimas ao relembrar sua árdua trajetória em um meio tomado pelo gênero masculino. “Em alguns trabalhos que eu fazia, as pessoas perguntavam que horas o fotógrafo iria chegar. Eu tinha que esclarecer: ‘não, eu sou a fotógrafa'”, conta. Jacqueline exibiu um vídeo com suas obras e exposições, como Os Colonos, Urbanos e Flor de Sal – este último, registrado através da câmera de um celular. “É um trabalho que vai longe e que precisa de mulheres fortes e capazes, que tenham um belo olhar sobre a fotografia”, afirma. Ao final de sua fala, a fotógrafa foi ovacionada pela plateia.

Em seguida, Camila Domingues, também fotógrafa formada em jornalismo, relembrou o início da carreira: “Eu não tinha noção do que estava encarando”, disse. Ela diz que se encontrou na fotografia em 2010, após conhecer um coletivo de mulheres fotógrafas e que, a partir de então, conseguiu se afirmar como profissional. Camila falou sobre sua passagem no jornal Correio do Povo e Zero Hora, quando teve de “encarar a realidade nua e crua”, além de ter sido coordenadora do setor de fotografia do Governo do Estado. O coletivo que participa, o Nítida – fotografia e feminismo, tem como objetivo não somente produzir imagens de mulheres, mas também disseminar esses materiais, além de incentivar o trabalho de fotógrafas mais jovens. Formada em Jornalismo em 2016, Carol Ferraz trabalhou para o portal Editorial J da Famecos e para o portal Sul21. A fim de escrever um artigo sobre as questões de gênero no mundo da fotografia, ela acompanhou todo o trabalho de uma redação, analisando o tratamento que as mulheres recebem. “Eu queria me identificar nesse espaço, procurando entender como se davam essas relações”, salienta. A partir deste projeto, Carol percebeu que havia uma hierarquia do editor em relação, principalmente, à equipe feminina. “Será que o tratamento que eu recebi dos profissionais seria o mesmo se eu fosse um homem?”, questiona.

Maia Rubim, formanda da Famecos, fala que já sentia uma diferença no ramo do fotojornalismo em relação à presença feminina – que aumenta cada vez mais. “Meu caminho sempre teve muitas companheiras fotógrafas, desde quando eu trabalhava no Espaço Experiência, há três anos atrás”, conta. Ao relembrar momentos que viveu em razão da fotografia, como a oportunidade de retratar a ex-Presidente Dilma Rousseff e conhecer uma mesquita, a fotógrafa afirma que isso a possibilitou enxergar uma realidade totalmente diferente da que antes tinha. “No Sul21 eu tive a oportunidade de registrar mulheres muito fortes, até pela questão da editora ser mulher e pelo formato do jornal”, destaca.

Flávia Quadros finalizou a palestra dizendo que as mulheres são mais qualificadas, recebem uma remuneração menor e ainda têm que mostrar suas competências. A professora ainda afirma que, “se hoje existem as Maias, as Carolines e as Camilas, é porque já existiram as Jacquelines”. O evento foi encerrado com perguntas da plateia.

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