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UBITEC
30 de outubro de 2014

Ubitec debateu academia, educação e mercado

O quarto encontro aconteceu nessa quarta-feita (29), e trouxe à Famecos pesquisadores da Comunicação
Por Rossana Ruschel
Foto: Heike Knebel/Famecos/PUCRS

Foto: Heike Knebel/Famecos/PUCRS

Academia, educação e mercado foram aspectos abordados durante as conferências do 4° Ubitec, evento promovido por estudiosos da ubiquidade tecnológica vinculados ao Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social da Faculdade de Comunicação Social (Famecos)/PUCRS. Dividida em blocos, a tarde de debates na última quarta-feira (29) oportunizou crescimento intelectual e troca de experiências.

No bloco Tecnologia integrada ao ensino: desafios e possibilidades, o professor e pesquisador Ollivier Dyens, natural do Quebec, explanou suas ideias através de um vídeo-palestra. Dyens comparou o surgimento da tecnologia ao surgimento da linguagem. “Nossos antepassados se sentiram seduzidos e assustados”, disse.

Da mesma forma, segundo ele, nos sentimos hoje com a evolução tecnológica. Imergindo no tema educação, defendeu a arte como solução para problemas críticos. “Somos seduzidos por formas, contornos e movimentos, e quanto maior e mais complexo o grupo de indivíduos, maior sua necessidade por arte”, afirmou. Na sua concepção, a arte é essencial para a sobrevivência num mundo tecnológico, enquanto a educação é necessária para a penetração da arte. “O ensino da arte deve ser ubíquo, sendo um dos melhores meios para compreendermos o tempo e o espaço”, considerou.

Dyens foi orientador da tese de doutorado do aluno do PPGCom Pedro Henrique Reis, que fez período sanduíche na Concordia University. Reis, um dos fundadores do Ubitec em 2009, permaneceu durante 5 meses no Canadá, participando do laboratório Hexagram-Concordia.

À atenta plateia, Reis mostrou o trabalho de vários cientistas estrangeiros, que buscam interligar comunicação, arte e tecnologia em suas pesquisas. “A arte serve para inovar”, disse. Compartilhando a opinião de seu orientador, ele entende que a tecnologia pode substituir nossas funções cognitivas, pois chegará o tempo em que as máquinas farão tudo, de modo que o ser humano não terá mais interesse na aprendizagem. “É necessária uma reformulação dos sistemas educacionais”, afirmou. Para ele, existe uma grande problemática envolvida, eis que as máquinas já são cartesianas o suficiente, e a sociedade precisa ser diferente. “A ergonomia da informática está sendo absorvida pelo Big Data”, considerou.

Tanto Dyens quanto Reis acreditam que não se ensina mais arte, o que é um grande problema, pois a arte dá balanço à pesquisa em comunicação. “É necessário terminar com o descompasso entre a arte e a informática, pois a mídia não é um fim, mas o meio, que está sempre se transformando”, disse Reis.

Soluções sensíveis ao contexto: conectando o real ao digital reuniu o desenvolvedor de software Matias Schertel e a doutora em comunicação e informação Maria Clara de Aquino Bittencourt. Schertel, co-fundador da App Startup, abordou a história da comunicação, desde o primeiro computador conhecido no mundo até o primeiro computador pessoal, nomeado Altair. “Em 2007 tivemos o primeiro iPhone, o que demonstra que os dispositivos estão diminuindo, e que as pessoas estão permanentemente com eles”, comentou Schertel. Em sua opinião, os pesquisadores se equivocaram ao pensar que a realidade virtual seria o futuro, pois ao invés de adentrarmos o mundo virtual, foi este que invadiu nosso mundo. “Para mim, computação ubíqua é mágica, utopia”, disse.

Por sua vez, Bittencourt tratou sobre Convergência e ubiquidade em movimentos e mobilizações em rede. De forma didática, demonstrou uma linha evolutiva que abarca produção, circulação, apropriação, convergência e ubiquidade. “Me dediquei ao estudo do conceito de convergência, e assim me propus a pensar que aspectos sociais e culturais têm importância nesse conceito”, afirmou. Este mês, durante os protestos em Hong Kong, o governo impediu que a população tivesse acesso à internet, para que as manifestações de rua se desorganizassem. No entanto, um aplicativo de chat que opera sem rede de celular foi brilhantemente inventado pelos chineses. “Isso mostra a transformação na cultura dos protestos, o que atesta uma apropriação convergente e ubíqua que estimula a visibilidade dos conteúdos”, disse.

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