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JORNALISMO
7 de abril de 2015

Um dia para comemorar e refletir

No Dia do Jornalista, professores da Famecos comentam sobre o momento da profissão
Por Rossana Ruschel
Foto: Pedro Zandomeneghi

Professor da Famecos Francisco Rüdiger. Foto: Pedro Zandomeneghi

O pensador italiano Umberto Eco defende que não existe mais um controle da notícia, de modo que “a internet pode tomar o lugar do mau jornalismo”. É fato que os meios digitais transformaram a forma de se fazer jornalismo. Neste dia 7 de abril, que se comemora o Dia do Jornalista, a frase de Eco traz reflexão à categoria.

Para o jornalista e professor da Faculdade de Comunicação Social (Famecos) da PUCRS Juremir Machado da Silva, a tecnologia mudou, mas a atividade continua a mesma. “A tarefa continua sendo importantíssima e altamente necessária para a sociedade, verdadeira missão”, afirma Juremir, que acredita ser fundamental diferenciar jornal e jornalismo. “Enquanto o jornal é o veículo, o Jornalismo é a atividade”, comenta. Para ele, o jornal é como um supermercado, onde são vendidos diferentes produtos. “Um deles é o jornalismo”.

Os jornais também oferecem entretenimento, o que resulta numa dupla perspectiva. Há aqueles que acham que jornalismo é apenas entretenimento. Outros não o aceitam assim, acreditam no jornalismo puro. “É preciso seguir o caminho do meio”, sugere o professor, que vê o jornalismo também como um negócio. “O paradoxo constitutivo da profissão é justamente esse: ao mesmo tempo em que é missão, o jornalismo também é empresa”, compara Juremir, citando George Orwell: “Jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que se publique. Todo o resto é publicidade”.

Conforme o professor da Famecos Francisco Rüdiger, atualmente o jornalismo implica mudanças, e a identidade profissional está em questão. “Com os meios digitais, sua especificidade própria é questionada, e algumas atividades estão sendo desestimuladas pelas circunstâncias e pela questão financeira”, diz. De acordo com Rüdiger, o profissional não busca a notícia, pois a recebe na própria redação. “Houve um tempo em que o jornalista tinha de criar a pauta, e a figura do pauteiro era muito valorizada”, lembra o professor, que vê o cenário mudando rapidamente, tornando-se burocratizado. “O jornalista está comemorando seu dia, mas a profissão está sendo questionada”.

Para o coordenador do curso de jornalismo da Famecos, Fábian Chelkanoff, toda e qualquer data é um bom momento para reflexões. “Acredito no jornalismo, continuo com a opinião de que é a melhor profissão do mundo, desde que cuidemos dela”, pondera. Para o professor e jornalista, a profissão não passa por uma crise, o modelo de negócios é que passa.

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