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FOTOGRAFIA
5 de junho de 2017

“Um Mergulho no Inferno”, oficinas e mais: veja o que rola na Semana da Fotografia

Trabalho de Jorge Aguiar fica disponível durante a Semana da Fotografia
Por Victor Eduardo Siviero Alves
Card de exposição da palestra a trajetória da mulher no mercado de fotojornalismo local

Card de exposição da palestra a trajetória da mulher no mercado de fotojornalismo local

A 4ª  Semana da Fotografia iniciou segunda-feira (5), na Faculdade de Comunicação Social (Famecos) da PUCRS, com a palestra sobre imersões fotográficas, dos ministrantes Jonathan Reckler e Fred Vieira, das 8h às 11h, na sala 109. Durante todos os dias do evento, de 5 a 9 de junho, a exposição “Um Mergulho no Inferno”, do documentarista Jorge Aguiar, fica no saguão da Famecos. A mostra conta com profissionais que compartilham grandes experiências, pensam a fotografia, sua função no mercado, concepções de projetos e os métodos de edição e circulação. O evento tem palestras abertas ao público e oficinas exclusivas aos estudantes da Famecos.

 

Programação

A Semana da Fotografia é dividida em cinco dias e possui atividades distribuídas em três turnos. O dia de abertura do evento, além da palestra sobre imersões fotográficas, contou com uma oficina de percurso e narrativa visual com a professora Flávia de Quadros, das 14h às 17h, na sala 207, e uma palestra no período da noite, das 20h às 22h, no auditório da Famecos, atividade que tem como tema a trajetória da mulher no mercado e fotojornalismo local, e é ministrada por Maia Rubim, Carol Ferraz, Camila Domingues e Jacqueline Joner. Famequianas, as jornalistas procuram identificar os desafios que ainda permanecem nas rotinas do fotojornalismo quando se trata de gênero, a partir das vivências coletivas e das práticas nos diferentes ambientes do mercado.

O segundo dia é reservado para a parte dois da oficina de percurso e narrativa visual com a professora Flávia, no turno da tarde, das 14h às 17h e conta com uma saída de campo. A atividade explora o percurso como ponto de partida para a construção de narrativas em imagens, investiga os diferentes tipos de deslocamento e possibilidades as quais se apresentam na escolha dos temas, formas de ordenamento e linguagens para a formatação final do projeto.

O dia que marca a metade da semana, quarta, traz uma oficina de vídeo em DSLR, durante a noite, das 20h às 22h, na sala 305. A professora Luciana Laufer mostra o uso do equipamento fotográfico para vídeos, configuração do equipamento, fotometragem e assessórios que colaboram com as exigências da linguagem.

O quarto dia é marcado pelas palestras sobre a narrativa e edição para fotolivro. Em duas edições diferentes, uma comandada de manhã pela ministrante Camila Domingues, das 9h30 às 11h, na Arena, e outra à noite, com responsabilidade de Cristiano Sant’Anna, das 21h15 às 22h30, na sala 310.

O encerramento da 4ª Semana da Fotografia evento traz uma oficina sobre Impressão Fine Art, com Marco Cavalheiro, durante a tarde, das 15h às 17h, sala 110.

 

A exposição “Um Mergulho no Inferno”

Estudantes observando a mostra fotográfica "Um Mergulho no Inferno"

Estudantes observando a mostra fotográfica “Um Mergulho no Inferno” (Foto: Clarissa Menna Barreto)

Aguiar não costuma fazer trabalhos na zona de conforto, trata de temas emblemáticos os quais ninguém quer enxergar. Por meio da fotografia, ele realizou um trabalho impactante, a fim de chamar a sociedade para combater aquilo que os políticos querem empurrar para debaixo do tapete.  A exposição acontece na forma de varal no saguão da Famecos durante a 4ª Semana da Fotografia. Com o objetivo de mostrar os “invisíveis”, o trabalho de Aguiar compartilha a dura realidade do Presídio Central de Porto Alegre e o do Instituto Psiquiátrico Forense Doutor Maurício Cardoso (IPF). “Todo mundo escracha o preso e o Presídio Central, mas ninguém conhece aquele universo. É um espaço o qual era para mil detentos e tem mais de quatro mil, então o meu objetivo foi pegar os rastros que eles deixaram nas celas”.  No IPF, a intenção foi semelhante,  com o diferencial de que os internos têm uma situação incomum em relação aos presidiários. Segundo ele, enquanto no Presídio Central os reclusos são tolhidos de liberdade, no IPF eles são tolhidos também do pensamento. Nessa perspectiva, Aguiar afirma ter encontrado histórias maravilhosas nas paredes do instituto, mas uma delas chamou a atenção do fotógrafo. Trata-se de uma mulher que ficou internada durante seis anos. “Ela ficou 6 meses amarrada, gangrenou o punho esquerdo e teve a mão amputada. A moça contou toda a história fazendo desenhos, usando sangue próprio, se mordia e desenhava. Além disso, teve dois filhos e ninguém sabe onde eles foram parar”, relata.

Curioso e impactante, o nome da exposição chama atenção. Conforme o próprio autor, “Um mergulho no inferno” se chama assim porque “o Presídio Central de Porto Alegre é um inferno e o IPF é um inferno do inferno”. Ele explica ainda que a ideia de nomear a mostra veio depois de uma conversa com Guy Veloso, um fotógrafo documental de Belém, no Pará.

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