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JAPÃO
4 de abril de 2011

Um mês depois da tragédia, o país precisa de nós

Por Aya Kishimoto
A estação de metrô desligou a escada rolante para poupar energia (Foto: Aya Kishimoto)

A estação de metrô desligou a escada rolante para poupar energia (Foto: Aya Kishimoto)

Mais uma vez a nossa ex-aluna Aya Kishimoto no escreve do Japão. Agora, depois de um início relativamente tranqüilo, como ela mesma deixou transparecer neste espaço, a preocupação é bem maior. Mesmo morando em Tóquio, longe do epicentro, o racionamento de energia e a contaminação da água, do leite e de muitos alimentos pela liberação da radiação das usinas nucleares, amedronta a todos. Confira mais um relato.

“Depois de acontecer o terremoto, o Japão estava enfrentando muitos problemas. O maior deles é o que se relaciona com a central elétrica nuclear. Uma parte do reator nuclear em Fukushima derreteu-se, como todos já sabem, e aconteceram algumas explosões por causa do tsunami. A radiação foi liberada para fora dos reatores e 70 mil pessoas quem moravam perto tiveram que fugir. Para evitar uma catástrofe maior, mais ou menos 700 pessoas estão trabalhando na central elétrica. Mas ainda existem várias preocupações.

A primeira é a ridação na água. As matérias radioativas foram descobertas na água encanada de várias prefeituras no Japão. O governo divulgou que o forte da radioatividade não chegou ainda até o padrão higiênico. Mas dar água da torneira para bebês não é recomendado. Depois de informar sobre isso, a água desapareceu em muitos supermercados, principalmente na parte do leste do país. Muitas pessoas compram garrafas d’água e as acumulam em suas casas.

Além disso, há o problema da radiação em verduras e leite. O governo avisou que foi descoberto iodo radioativo nas salsas verdes e no leite. Por isso, a quantidade de comida distribuída no país está sendo regulada pelo governo. Além da influência para os consumidores, isso também preocupa muito os agricultores.

E a falta de energia ainda gera muitos problemas. O governo segue com o projeto de blecaute em Tóquio, já que mais de 30 % da eletricidade do Japão é produzida em centrais elétricas nucleares. Por isso, existe ainda uma grande falta da eletricidade. Tóquio está escura e silenciosa. A companhia de metrô diminuiu o número de trens e só há metade da iluminação em estações. Muitas lojas, restaurantes e supermercados fecham mais cedo do que antes.

Além destas preocupações, as pessoas que moram perto da área ferida ainda estão sofrendo com a falta de vida normal. O dano econômico provocado pelo terremoto é grave.

Eu acho que é importante pensar sobre a situação que o Japão está enfrentando, mas nós temos que retomar a vida normal e consumir bastante, para fazer a economia do país voltar a ser o que era.”

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