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OPERAÇÃO CONDOR
16 de setembro de 2009

Universindo Díaz conta como sobreviveu com a ajuda do jornalismo

Por Henrique Diebold
Universindo Rodriguez Díaz comentou a operação Condor aos universitários

Universindo Rodriguez Díaz comentou a operação Condor aos universitários

Um importante personagem da história recente latino-americana esteve na Famecos. Universindo Rodriguez Díaz, escritor, pesquisador e documentarista uruguaio, falou na última terça-feira, 15 de setembro, para um auditório cheio de alunos da faculdade sobre suas experiências durante o período das ditaduras militares. Relatou também a resistência em solo brasileiro e da corajosa ação de dois jornalistas, em um ato que salvaria sua vida.

Díaz foi preso em 12 de novembro de 1978 por policiais brasileiros na casa que mantinha na Rua Botafogo, em Porto Alegre, junto com Lílian Celiberti e os dois filhos. Eles foram torturados e levados ao Uruguai, onde ficaram encarcerados por mais cinco anos. Muitos de seus companheiros morreram sem que suas histórias fossem contadas. Díaz não virou mais uma estatística devido à ação rápida do repórter Luiz Cláudio Cunha e do fotografo João Batista Scaldo, ambos da revista Veja.

A principal missão dos uruguaios no Brasil era integrar-se à sociedade, conhecer sua cultura e formar uma rede de contatos que possibilitasse aumentar o movimento de resistência contra a ditadura. “Vimos que havia uma imprensa comprometida com a sociedade e que poderia nos ajudar”, relembra Díaz. Os jornalistas de Veja acompanhavam essa trajetória e, quando perceberam o sumiço de Díaz e Lílian, foram para a casa da Rua Botafogo, onde presenciaram a prisão.

O flagra rendeu reportagem que denunciava a ação da polícia brasileira em conjunto com a uruguaia. O caso foi o primeiro documentado em texto, e manteve a sociedade alerta para os muitos sequestros que viriam. “Nossa situação gerou uma campanha que ajudou a salvar várias vidas, não apenas a nossa, e manteve a imprensa ligada aos direitos da sociedade”, disse Díaz.

Questionado se a imprensa atua em favor da sociedade com mais força do que na sua época, Universindo Díaz acredita que sim, e que esse vínculo está crescendo cada vez mais. Sua história já rendeu pelo menos dois livros e é um marco na imprensa brasileira.

O começo da luta e a chegada ao Brasil

A história de Universindo vai ao encontro com a de muitas pessoas de sua geração. Estudante universitário de Medicina, ele viu de perto a instalação do governo militar no Uruguai. Esquerdista, defensor das causas sociais e da liberdade, Díaz logo se posicionou contra a ditadura. Perseguido, buscou exílio na Argentina. Entretanto, a repressão se entendia pela América do Sul. Refugiou-se nas Nações Unidas, o que resultou em sua ida para a Suécia, em 1976.

Durante dois anos na Europa, Díaz soube da possibilidade de continuar sua luta no Brasil, um país que sinalizava uma abertura política. “Viemos pela importância do momento brasileiro, onde haviam sindicalistas, estudantes e jornalistas engajados nas lutas sociais e políticas”, conta ele. Sua base era em Porto Alegre, no bairro Menino Deus.

A Operação Condor

Díaz fez parte do que seria chamado mais tarde de Operação Condor. O nome foi dado para a ação anti-guerrilha organizada pelos governos ditatoriais de Brasil, Uruguai, Argentina, Paraguai, Chile e Bolívia. Por decreto, qualquer pessoa poderia ser investigada e presa além das fronteiras de seu país. Milhares desapareceram durante os anos da Operação Condor.

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