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JORNALISMO
29 de dezembro de 2016

Versão impressa da Revista TPM chega ao fim

Professor da Famecos Alexandre Elmi avalia a perda e esclarece possíveis transformações
Por Júlia Bueno
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Capa da Revista TPM no mês de dezembro (Foto: Divulgação)

Uma revista brasileira voltada ao público feminino que propõe reflexão sobre cultura e informação. Lançada em 2001 pela Trip Editora, a Revista TPM deixa de ser publicada no impresso e passa a dividir espaço com eventos, digital, pesquisa e vídeo. Tendo nascido com uma proposta inovadora – em relação às publicações existentes até então que se referem às mulheres –, ela defende causas como a legalização do aborto no Brasil, promove debates a respeito da igualdade salarial entre o sexo masculino e feminino, e também estimula a autoestima de quem não se sente bem com o próprio corpo. A partir de 2017, a Revista deve manter sua marca no online e, em paralelo, estará disponível nas bancas em quatro edições especiais por ano. Além da discussão a respeito do seu término, outra polêmica envolve o fim da publicação impressa: como o jornalismo pode e deve se reinventar diante da perda no espaço físico e da conquista no espaço digital?

 

Transição entre o impresso e o digital

Alexandre Elmi, professor de Jornalismo da Faculdade de Comunicação Social (Famecos) da PUCRS, a pedido do portal Eu Sou Famecos, fez uma breve análise acerca do anúncio. Ele acredita que a relação entre as revistas e os seus públicos é de afetividade, algo diferente do que acontece com os jornais, por exemplo. Por consequência, há uma extrema identidade entre a compra de um exemplar e a proposta editorial dele. De uma forma geral, segundo ele, a indústria dos impressos, jornais e revistas, passa por uma readequação. Vive a necessidade de encontrar formas de sobrevivência, provendo mudanças em seus modelos de negócio e publicação. Comenta ainda que o objetivo é garantir a sustentabilidade do negócio, minimizando os efeitos sobre a relação com a audiência.

 

Edições especiais 

Elmi acrescenta que o momento de transição pode ser um estágio intermediário possível, no lugar da extinção pura e simples, que seria ruim. O ideal, para ele, seria manter as edições mensais, mas pensa que circular quatro vezes por ano possa oferecer uma saída válida, com edições temáticas que oferecem um tipo de leitura mais concentrada e lenta, podendo, inclusive, facilitar o aprofundamento. “Perde-se na periodicidade, mas pode-se ganhar em sustentabilidade e profundidade”, explica. Embora haja o risco de se perder em atualidade, o professor crê que a revista investe de forma intensa em comportamento e tendências, assuntos que possuem uma maior durabilidade como pauta. “Apesar de resistirem melhor ao tempo, vão exigir uma maior sensibilidade editorial para escolher assuntos resistentes”, justifica.

 

Jornalismo

Quanto aos jornalistas perderem, de certa forma, a oportunidade de publicar com maior frequência, Elmi discorda. De acordo com ele, os comunicadores podem ganhar, por outro lado, a possibilidade de aprofundamento, se dedicando por um período maior às reportagens. Em contraponto, presume que os profissionais possam ser prejudicados em relação à redução de postos de trabalho e à diminuição de números de páginas. “Haverá menos conteúdo sendo produzido, o que gera um impacto na contratação de servidões jornalísticos”, afirma.

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