Logo PUCRS PUCRS Universidade PUCRS Administração PUCRS Unidades PUCRS Graduação PUCRS Pós-graduação PUCRS Extensão PUCRS Biblioteca PUCRS Vestibular
COMUNICAÇÃO
14 de outubro de 2016

Você tem orgulho de ser brasileiro?

Alunos da Famecos divergem em relação ao sentimento de pertencimento pelo país
Por Júlia Bueno
(Foto: Carolina Pacheco)

Estudantes de Comunicação traduzem a indecisão dos jovens a respeito do patriotismo  (Foto: Caroline Pacheco)

“Sou brasileiro com muito orgulho, com muito amor”. O trecho que faz parte da música Grito de guerra, de Nelson Biasoli, não reflete, nos dias de hoje, o que a maioria dos jovens brasileiros pensa. Motivada pelo futebol e censurada em 1979, a canção estimulava o sentimento de pertencimento pelo país, mas atualmente o grito já não tem a mesma representatividade. Em função do cenário atual do Brasil, a população jovem revela uma certa indecisão no que diz respeito ao orgulho de ser brasileiro. A pesquisa O jovem brasileiro e o futuro do país, realizada pelo Núcleo de Tendências e Pesquisa do Espaço Experiência, da Faculdade de Comunicação Social (Famecos) da PUCRS, revela que 36,47% não assumem posição quanto à honra de carregar no peito as cores verde, amarelo e azul.

Integrando os 35,41% que se consideram orgulhosos, está Betina D’Avila. A estudante do curso de Relações Públicas acredita que existem pessoas que almejam mudar a conjuntura atual do país, desejam ser agentes da mudança e que tem ambição de buscar coerência entre o que dizem e o que fazem na prática, assim como ela. “O Brasil é extenso e tem um tamanho continental. Se a gente quiser, a gente consegue mudar”. O mesmo ponto de vista é defendido por Italo Bertão, futuro jornalista. De acordo com o jovem de 17 anos, sua ufania se justifica por crer que o sentimento promove o convívio social. Apesar de achar que o patriotismo leva ao nacionalismo, podendo resultar no totalitarismo, afirma ser importante ter orgulho do lugar em que se nasce. “Nada mais saudável do que valorizar a própria origem e se sentir parte de um povo”.

 

Orgulho ou alegria?

Thiago Rodrigues, aluno de 18 anos que cursa Publicidade e Propaganda, faz parte dos 28,11% que afirmam ter pouco ou nenhum orgulho de ser brasileiro. Segundo ele, ter orgulho é diferente de sentir alegria por viver imerso em uma determinada cultura. Explica que é interessante o fato das pessoas lidarem com as situações de maneira descontraída e feliz, mas não enxerga nenhum motivo para se orgulhar disso. “Quando vamos ao exterior e dizemos que somos do Brasil, abrem sorrisos e fazem festa. Mas por quê? Porque sorrimos até quando devemos chorar? Não acredito que essa seja a melhor forma de resolver os problemas”, reflete. O estudante acredita que alguns assuntos devem ser tratados de maneira séria e não de forma banal. Apesar de ter alegria em ter nascido no país, não vê motivos para grandes comemorações.

 

Crise

Quando o assunto é a crise econômica, política e social que o Brasil atravessa, os pensamentos divergem. Betina argumenta que os momentos ruins, assim como os bons, decorrem do capitalismo, sistema que historicamente explora os menos favorecidos, enquanto Rodrigues acredita ser fruto de uma gestão econômica infeliz e de uma política entreguista feita para banqueiros. Por estar vivenciando a primeira instabilidade financeira do país, Betina enfatiza o quanto progrediu intelectualmente. “É uma situação que nos exige pensamento crítico e conhecimento social. Passar por momentos como esse nos fazem refletir e crescer”, justifica. Bertão complementa que as crises são cíclicas e que o desequilíbrio promove, posteriormente, o progresso. O universitário culpa governos ineficientes e incompetentes por potencializar as dificuldades, mas crê que tais características são naturais da economia.

Sobre “o jeitinho brasileiro de ser”, Bertão acredita que a questão pode ser vista de dois aspectos. O primeiro, que o impressiona de maneira positiva, é pelo povo conseguir driblar diariamente as dificuldades impostas pelo governo. Destaca que o brasileiro é o maior patrimônio do país e que, com vícios e virtudes, ajuda a construir uma realidade melhor. Em contraponto, desabafa dizendo que o Brasil é corrupto e que essa essa tendência de comportamento tem início nas pequenas atitudes do cotidiano. “A enganação começa antes de um político assumir o poder. Cada indivíduo tem que ser responsável pelo o que faz”, ressalta. Rodrigues, por sua vez, admite se assustar com o conservadorismo crescente e observa o perigo que as minorias oprimidas correm com o crescimento de posições reacionárias e conservadoras. Assim como ele, Betina se revoltou e começou a lutar pelo que acredita. “Com o tempo, posso acabar me ausentando da militância de fato, mas não penso em largar a luta pela democracia e por menos repressão”. Para os próximos 10 anos, a pesquisa apontou, ainda, um percentual considerável de jovens que pretende deixar o país: 40% responderam que pretendem migrar para o Exterior.

Eu Sou Famecos no Facebook Eu Sou Famecos no Flickr Eu Sou Famecos no Issuu Eu Sou Famecos no Mixcloud Eu Sou Famecos no Scribd Eu Sou Famecos no Twitter Eu Sou Famecos no Ustream Eu Sou Famecos no YouTube RSS do portal Eu Sou Famecos
Marista, Famecos, Espaço Experiência e PUCRS Site Famecos Site Eu Sou Famecos Site PUCRS
Faculdade de Comunicação Social - Famecos/PUCRS
Av. Ipiranga, 6681 - Prédio 7 - Sala 106 - Porto Alegre/RS - CEP 90619-900
Fone 51 3320.3569 r. 4121 - espacoexperiencia@pucrs.br
Desenvolvido por Espaço Experiência Wordpress.org